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tenho um livro cheio de ilustrações mal desenhadas, borradas, com côres difusas e misturadas, como uma aguarela cuja tinta não foi suficiente para embeber toda a água... tenho lágrimas que afogam a ponta de um qualquer pincel, de um qualquer pintor, numa qualquer tela. tenho um cordel forte, capaz de suster o maior quadro do mundo, a apertar-me o coração. tenho nós que me apertam a garganta com a mesma força que apertariam as velas de um qualquer barco, num qualquer mar... salgado... como as lágrimas que me secaram. tenho uma vida feia e mal desenhada pintada num quadro... na verdade... na verdade não tenho nada.
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| groze June 19, 2004 06:23 PM PDT Caro Maps... regresso hoje ao teu blog, após meses de ausências forçadas e dolorosas. Fizeste deste espaço um autêntico extravasar de poesia para o mundo. Que bonito, meu caro! Este texto está simplesmente soberbo, na sua angústia e na sua simplicidade... Bonito, ver como descreves esse livro de poesia aberta aos outros... Dizes não ter nada... quem tem? Um Abraço. | ||
| Stella May 28, 2004 03:47 PM PDT A tua VIDA é... ... na verdade, uma VIDA cheia de POESIA! | ||
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